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Desbancarização: qual o comportamento de compra desse público?

A tecnologia está mudando a forma com que as pessoas vivem e é claro que isso reflete também na maneira como elas se relacionam com o dinheiro.

No Brasil não é diferente. A desbancarização é um termo que vem ganhando força por aqui e está exigindo do varejo uma nova postura para acompanhar esse movimento e aproveitar as oportunidades que estão surgindo.

Mas como o público desbancarizado se comporta? Este artigo vai ajudá-lo a responder a essa pergunta:

O que é a desbancarização

Falar em público desbancarizado não é uma novidade, pois é a realidade de milhões de brasileiros. São pessoas que possuem alguma renda, mas não têm nenhum vínculo com instituições financeiras tradicionais, por algum destes dois motivos:

  • por circunstância: muitos são desbancarizados por não conseguirem acesso a esse tipo de serviço, seja por dificuldade financeira ou pendências de crédito e pagamento de dívidas;

  • por opção: outras pessoas são desbancarizadas por opção própria, para evitar tarifas e juros altos e ter mais liberdade para controlar seu dinheiro.

Esse segundo item é a chave para entender um novo mercado. Mesmo que uma faixa da população esteja desde sempre afastada dos bancos, hoje a desbancarização é uma opção vantajosa para um público que está buscando ativamente essa condição.

E essa escolha não é feita ao acaso. Essa tendência está acompanhando uma maior educação financeira do público, mudança nos hábitos de compra e o crescimento das startups de tecnologia financeira, as chamadas fintechs.

O comportamento do desbancarizado

Portanto, vamos falar um pouco mais sobre esse novo público que está escolhendo não ter conta em bancos tradicionais. Para todo o varejo, além de entender seu perfil, é importante aprender como se comporta uma pessoa que abdica das instituições financeiras:

Na hora de receber

A grande maioria das pessoas com trabalhos tradicionais, de carteira assinada, ainda está presa à sua conta por questões burocráticas em relação ao salário. Mas não só essa resistência está cedendo como a quantidade de empregos integrais está diminuindo no nosso mercado.

Os desbancarizados são geralmente profissionais liberais, autônomos, freelancers e terceirizados. Como recebem por trabalho, não sentem necessidade de manter uma conta com taxas altas de manutenção e cartões com anuidade.

Essas pessoas preferem ter liberdade para movimentar seu dinheiro caso encontrem uma solução mais vantajosa para seu perfil financeiro, seja para guardar, gastar ou investir.

Na hora de comprar

Os desbancarizados têm hábitos de compra um pouco diferentes do que se tornou a cultura do brasileiro. Saem as parcelas intermináveis e entram o crédito reduzido, pagamentos à vista e os cartões pré-pagos.

É um público que hoje compra muito mais por meio da internet, pesquisa bastante e tenta juntar boa parte do valor antes de fazer a compra. Além disso, também prefere presentear com vales de lojas e participar de programas de fidelização que deem vantagens em compras futuras.

Na hora de investir

A busca por vantagens financeiras e maior liberdade para controlar seu dinheiro é o que move o público que opta por ser desbancarizado. As fintechs estão crescendo em ritmo impressionante no Brasil para atender a essa demanda por receita, compra e investimentos.

É comum para essas pessoas usar várias soluções simultaneamente, para tirar o melhor proveito de cada aspecto de sua própria saúde financeira. Um exemplo é usar cartão pré-pago em uma loja, ter um cartão de crédito de uma fintech, enquanto investe seu dinheiro em outro e mantém uma quarta solução para garantir um seguro.

Essa liberdade é muito importante para o público desbancarizado. Um varejo que deseja atingi-lo precisa entender e se adaptar a esse comportamento.

As fintechs que vêm se destacando em tempos de desbancarização

O comportamento desse público vem sendo acompanhado de perto por empresas que buscam seu espaço. É por isso que várias fintechs surgem toda semana e até os grandes bancos tradicionais estão tentando uma fatia desse mercado. Veja alguns dos exemplos de startups que fazem sucesso:

Nubank

O Nubank talvez seja o maior caso de sucesso entre as fintechs que atuam no Brasil. Ela oferece um cartão de crédito livre de anuidade e totalmente controlado pelo aplicativo. Vem conquistando os desbancarizados por oferecer uma solução simples, como permitir que o usuário pague antecipadamente um boleto para liberar mais crédito no cartão.

ContaSuper

Adquirida pelo Santander, a ContaSuper é uma fintech que oferece as funcionalidades de uma conta-corrente sem as taxas e o vínculo de um contrato tradicional em um banco grande.

Acesso

A Acesso também oferece uma opção de cartão de crédito livre das taxas e do contrato de um banco. Seu foco é na personalização para o cliente e em parcerias com o varejo, de modo que os dois lados tenham vantagens.

A opção dos cartões pré-pagos

O número de empresas do varejo e de serviços que oferecem cartões pré-pagos só aumenta depois desse novo movimento de desbancarização. É uma forma eficiente e rentável de atingir esse público.

Veja as vantagens que elas estão conseguindo ao adotar a solução:

Aumento do ticket médio de compra

O cartão pré-pago exclusivo de um varejo estimula o consumidor a gastar mais, preferindo reunir suas compras todas em um lugar.

Além disso, existem as compras por impulso que podem ser convertidas dentro do estabelecimento quando o cliente foi comprar um outro produto.

Garantia de fluxo financeiro

O próprio nome diz: pré-pago. Além de atingir o público desbancarizado, o cartão que ele compra já foi convertido em dinheiro para o varejo, independentemente de o quê ou quando ele trocar seu crédito por produto. Essa é uma forma eficiente de antecipar receitas.

Programa de fidelização do cliente

Uma das características desse novo público desbancarizado é que ele gosta de ser mimado. O cartão pré-pago é uma forma de estreitar esse relacionamento com um produto personalizado, um atendimento exclusivo e vantagens especiais, além de poder ser utilizado como um cartão fidelidade para o varejo. 

A desbancarização vem se tornando sinônimo de controle e liberdade financeira, e cada dia mais pessoas optam por abandonar os contratos tradicionais com seus bancos.

E o seu varejo, está pronto para abraçar essa oportunidade e atingir um novo público? Se você quer continuar estudando sobre o assunto, é hora de ler este artigo sobre como o público desbancarizado aquece o mercado brasileiro!

Vale presente como incentivo: uma oportunidade de parceria

Todo fim de ano costuma acontecer a mesma coisa: grande parte dos colaboradores de inúmeras empresas fica de olho na participação nos lucros e resultados, sem falar no pagamento do 13º salário.

No entanto, além desses benefícios, muitas corporações estão encontrando no vale presente de incentivo uma excelente oportunidade para motivar os funcionários — e eles não precisam ser utilizados apenas neste período do ano.

Os ganhos atingem todos os setores da empresa, pois o reflexo na melhoria da produtividade é bem visível após o incremento de um benefício como esse.

Para ajudá-lo a entender melhor como funciona esse tipo de parceria, as utilizações e o fechamento de contratos, vamos esmiuçar muito bem o assunto neste post. Interessado? Então, continue lendo!

O que é o vale presente de incentivo?

Trata-se de um cartão pré-pago em que as empresas podem depositar valores mensais e referentes às compras em lojas de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, grandes varejistas, enfim, as possibilidades são muitas.

Podem ser oferecidos nas festas de fim de ano, sorteados ou até mesmo direcionados para quem bateu as metas preestabelecidas.

Também é uma ótima oportunidade para redes de hipermercados ou de outros ramos de atuação firmarem parcerias com as empresas, podendo, inclusive, destinar descontos por meio do número de adesões.

Dessa maneira, a sua organização poderia inserir, por exemplo, créditos de R$ 1.000 em sorteios para compras no fim de ano em uma rede varejista, colaborando imensamente para que as festas dos colaboradores premiados sejam inesquecíveis.

Valores menores podem ser inseridos na distribuição geral, como vale-compras no valor de R$ 50 ou R$ 100. Entretanto, busque ser o mais justo possível na distribuição dos créditos.

A opção também contribui para movimentar a economia, pois muita gente pode gastar mais do que o valor disponibilizado no vale presente de incentivo, pagando a diferença.

No entanto, é preciso uma boa negociação entre o setor de Recursos Humanos com outras empresas na hora de fechar o negócio, como veremos a seguir.

Como o cartão pode motivar o colaborador?

Primeiramente, o vale presente de incentivo pode ser personalizado, com temas e estampas relacionadas à campanha, como Natal, aniversário da empresa, enfim, de acordo com o momento especial.

Isso estreita o relacionamento entre os profissionais e a corporação, aumentando o bem-estar e também a motivação ao longo das tarefas diárias.

Ao destinar esse benefício ao trabalhador, é importante o setor de RH passar todas as informações, como a rede de aceitação, o valor dos créditos, direitos e deveres de cada funcionário, com o objetivo de manter a transparência em todo o processo. Fora isso, é importante uma negociação afiada com as empresas parceiras para evitar transtornos.

Quais os benefícios para o colaborador?

Neste tópico, vamos relacionar alguns benefícios que o vale presente de incentivo proporciona para a equipe. Os mais evidentes são de ordem financeira, o que na verdade nunca é um benefício em si, afinal, o dinheiro é apenas um meio de conseguir algo que represente um valor significativo, o que constitui o primeiro item de nossa lista.

Liberdade de escolha

Temos diferentes avaliações sobre o que é importante e tem valor real. Para alguns, pode ser uma viagem, para outros, é passar mais tempo com os filhos, e assim por diante.

A maioria das alternativas de benefício concedidas pelas empresas é condicionada, ou seja, não pode ser escolhida de acordo com a preferência do colaborador. Por mais que muitas delas possam ter sido negociadas e algumas sejam realmente atrativas, com o vale presente é diferente.

Em outras palavras, quando o próprio beneficiário escolhe o que mais o agrada, o preço que foi pago é inferior ao que ele recebe, pois valoriza aquele bem. Já quando não tem essa opção, o ganho pode ser insignificante, mesmo que o preço tenha sido alto.

Segurança

Como a transação não envolve dinheiro, existe uma segurança a mais para o usuário. Devido ao aumento dos índices de violência, muitos colaboradores tendem a valorizar essa possibilidade.

Importante mencionar que, embora o benefício direto seja para o trabalhador, a empresa também deve se preocupar com esse fator, principalmente nos casos em que tem responsabilidade legal sobre isso.

Melhoria da produtividade

Esse pode parecer um benefício direto e exclusivo para a empresa, mas é extremamente importante para o colaborador, ainda que não seja claro para a maioria de nós.

A produtividade é a maior garantia de estabilidade no setor privado. O colaborador que produz mais tem mais valor para a empresa e gera mais recursos para o seu caixa, que são essenciais para garantir a saúde financeira da organização e, consequentemente, os benefícios concedidos.

Melhoria do bem-estar e da qualidade de vida

Esses são dois benefícios especiais para a maioria das pessoas nos dias de hoje. Muitos mudam de cidade e de emprego em função deles.

Em alguma medida todos os benefícios contribuem para ambos, uma vez que permitem usufruir mais conforto, saúde ou outro ganho que o prêmio ofereça.

Mas no caso dos vale presente alguns dos benefícios acima ajudam a contribuir ainda mais, principalmente o da liberdade de escolha, pois ninguém pode decidir melhor pelas próprias necessidades do que a própria pessoa.

Da mesma forma, o aumento da segurança e a melhora da produtividade também contribuem para o bem-estar de qualquer ser humano.

Ganho social

Muitos brasileiros ainda não têm acesso a uma conta bancária. Os motivos para isso normalmente estão relacionados ao crédito, em função do patamar de renda ou dívidas. Além disso, muitos brasileiro estão fazendo a opção por não utilizar os bancos, ao menos os tradicionais, esse fenômeno é chamado de desbancarização.

Quais dicas o RH deve seguir na parceria?

Uma boa orientação é buscar empresas idôneas, com vários anos no mercado e que tenham unidades próximas das residências dos funcionários ou qualidade garantida nas compras online.

Analise bem o contrato, busque descontos e, principalmente, peça uma visita pessoal para os consultores da empresa de cartões para esclarecerem todas as dúvidas dos colaboradores.

Investigue na internet a rede que sua empresa pretende fechar negócio para observar se há alguma denúncia de irregularidades ou problemas com o serviço prestado — busque informações em fontes seguras.

Se possível, entre em contato com o Banco Central, responsável pela regulação, supervisão e autorização das empresas de cartões de presente para saber se está tudo dentro da legislação.

Veja ainda se há um serviço de atendimento ao consumidor para auxiliar os funcionários, caso ocorram possíveis queixas. No mais, é presentear os trabalhadores, contribuindo para melhorar as avaliações internas em relação à empresa.

Agora que você ficou por dentro do vale presente de incentivo, que tal assinar a nossa newsletter? Receba boas informações em seu e-mail e fique atualizado!

Entenda como a experiência de compra influencia no seu varejo

Considerado um dos itens de maior influência ao consumidor, a experiência de compra pode fazer toda diferença entre o sucesso e o insucesso da sua loja de varejo. Conheça no post a seguir o que é esse conceito, porque ele é importante e como você pode aplicá-lo em seu empreendimento. Continue acompanhando e confira!

O que significa experiência de compra?

É importante que você tenha em mente que a experiência de compra excede o simples procedimento de transação comercial. Isso porque, mais do que proporcionar uma boa compra ao cliente, essa experiência configura todas as impressões que ele terá a respeito da sua loja, o que engloba desde a disposição dos produtos, a decoração da loja, a vitrine, a postura dos funcionários, enfim, cada detalhe conta.

Ao contrário do que alguns lojistas talvez possam pensar, esse conceito deve ser utilizado não como uma finalidade, mas como um meio de alcançar alguns objetivos, como a fidelização do cliente e, mais do que isso, a sua confiança para que ele indique sua marca a outras pessoas.

Por que esse conceito é importante?

Preocupar-se com a experiência de compra do cliente é uma necessidade das lojas de varejo do século XXI — o consumidor mudou, está mais exigente e tem muito mais opções. Reflita: por que um cliente continuaria frequentando determinada loja de roupas no shopping, se ele tem acesso a e-commerces na internet com o mesmo tipo de produtos?

A resposta é a experiência de compra. Fornecer aos clientes um ambiente convidativo e que dê motivos para voltar mais vezes é a chave para manter uma clientela que faça questão de comprar em sua loja, dispensando a facilidade que as novas tecnologias oferecem.

Como conseguir otimizar a experiência de compra em minha loja?

Essa é uma pergunta que você, enquanto gestor, deve sempre se fazer. A experiência desejada varia de acordo com o cliente e com a empresa, então você terá que se aprofundar um pouco se pretende encontrar a solução ideal. Mas existem algumas linhas gerais que se aplicam a praticamente qualquer contexto. Veja algumas delas a seguir:

Entre em contato com seu público

Bom, o primeiro passo é conhecer o seu cliente, e para isso acontecer, tudo é válido. O comportamento dos novos consumidores requer uma atenção especial das empresas com a experiência do usuário, também chamada de UX (vida da expressão em inglês, user experience). E, para conseguir os dados que darão base para suas ações, os gestores podem lançar mão de diversos recursos, como:

  • realizar enquetes;

  • fazer pesquisas de mercado;

  • pedir feedbacks;

  • buscar interagir nas redes sociais;

  • avaliar os resultados de determinadas promoções;

  • implantar testes A/B.

Enfim, podem ser utilizados diversos meios para buscar saber quais as preferências dos seus clientes a fim de moldar sua loja de acordo. Se eles reclamam, por exemplo, do tempo de espera na fila, avalie meios para diminuir esse tempo ou torná-lo mais prazeroso, disponibilizando acesso ao Wi-Fi, por exemplo.

Já se eles reclamam da iluminação ou da disposição dos produtos, procure colocar em prática estratégias que solucionem essa questão. De qualquer forma, é importante não ignorar as observações dos seus clientes, eles são o seu termômetro e também o motivo pelo qual você abriu uma loja.

Fique atento, portanto, a cada detalhe que eles apontarem, pois pode estar aí o que estava faltando para uma experiência de compra incrível, que traga mais engajamento, e por consequência, mais conversões a sua loja.

Não prometa o que não pode cumprir

Além de se preocupar com o seu diferencial, não esqueça também de se atentar ao básico para uma loja de varejo, ou seja, cumprir os preços e prazos anunciados, estar sempre pronto para resolver os problemas e tirar as dúvidas dos clientes com o máximo de agilidade.

A decepção, de forma geral, é mais prejudicial para a empresa. Se você não puder entregar o que prometeu, dificilmente terá uma segunda chance com aquele mesmo cliente.

Redução de burocracia

Outro obstáculo que atrapalha bastante a experiência de compra dos seus clientes é a demora de vários processos. No setor de varejo, a maioria dos compradores está ansiosa para obter o produto, o que torna qualquer atraso ainda mais pesado.

Prolongar a espera com muitas assinaturas e processos complexos aumenta consideravelmente as chances de que o cliente desista da compra.

Sempre que possível, tente enxugar o processo de venda, eliminando passos desnecessários ou integrando-os. Caso seu cliente seja mais recorrente, por exemplo, permita que ele leve o produto usando os dados já cadastrados. Isso eliminará o tempo de espera em médio e longo prazo.

Melhore seus canais de atendimento

Uma loja virtual, telefone e os próprios vendedores são, quase sempre, a primeira linha de contato entre os clientes e a empresa. E a primeira impressão é o que determina boa parte da experiência de compra. Por isso, ter canais de venda e atendimento práticos e eficientes é fundamental.

No caso de uma loja virtual, por exemplo, o cliente deve conseguir encontrar o produto que deseja, além de ter acesso a todas as informações sobre ele, incluindo entrega e pagamento.

Para uma loja presencial, os vendedores devem ser treinados para responder melhor as dúvidas, se portar com educação e como reagir diante de certas situações. Atendimento por telefone deve ocorrer em horário amplo, com o mínimo de tempo de espera possível.

Faça um bom trabalho de pós-compra

Um bom vendedor não consegue seus clientes para apenas uma venda. Ele busca manter o atendimento no pós-venda, conduzindo o comprador até que ele retorne e faça um novo pedido.

Se a experiência de compra for promissora da primeira vez, esse trabalho se torna bem mais fácil. Mas, ainda assim, é importante fazer um trabalho ativo.

O mais comum é que o cliente esteja cadastrado em uma base de dados, com todos os seus contatos e informações. Dependendo do segmento da sua empresa, é possível contatar esse mesmo cliente outras vezes, oferecendo outros produtos pelos quais ele se interesse.

Também existem outros métodos mais sutis, como um programa de fidelidade e uma newsletter da empresa, anunciando novos produtos e promoções.

Entendeu o motivo para a experiência de compra na sua loja ser tão importante? Você já implantou alguma ideia nova para otimizar suas vendas? Conta aqui para a gente nos comentários!

Como otimizar o seu processo comercial e aumentar as vendas?

A sobrevivência das empresas em mercados competitivos exige muita estratégia e profissionalismo. Se você quer conseguir aumentar seu faturamento por meio de novas ideias que proporcionem melhores resultados com a exigência de baixos ou nenhum investimento, precisará voltar seus olhos para os processos internos.

No post de hoje, trataremos da otimização do processo comercial — uma forma bastante eficiente para conseguir o aumento de vendas. Confira:

O processo comercial

Processo é um conjunto de tarefas repetitivas organizadas de maneira que se consiga produzir resultados iguais — a partir dos mesmos insumos e disponibilidade de recursos.

Sendo realizadas essas atividades de maneira constante, sem a previsão de um fim da rotina, temos um ciclo de processos em pleno funcionamento. Esse conceito se aplica a qualquer tipo de mercado e função empresarial.

No caso do foco comercial temos mais algumas especificações: trata-se de um processo que levará algumas pessoas, físicas ou jurídicas, do público em geral até a conclusão de uma venda.

No meio desse caminho temos pesquisa, busca, atração e qualificação do mercado consumidor, tornando-o um lead, ou seja, potencial consumidor. Em seguida, passado pela esteira e indo até o fechamento do negócio, chegamos à efetivação da venda e assim se finaliza todo o processo comercial.

De acordo com a teoria dos sistemas administrativos, que estuda a dinâmica de organizações dentro do seu meio (mercado), todo processo produz um resultado (vendas) que deve ser avaliado (feedback) de maneira que quando a rotina se inicie novamente sejam aplicadas as melhores práticas — para que da próxima vez ele seja ainda mais produtivo.

De agora em diante trataremos de algumas formas que você pode utilizar para conseguir fazer o seu processo de vendas se tornar mais produtivo.

Mapeamento e melhoria de processos comerciais

Para se conseguir efetivamente otimizar um processo comercial é necessário, antes de qualquer coisa, conseguir enxergar todos os detalhes pelos quais ele perpassa. Para isso, mapeie cada fase, desde o início até a conclusão da venda.

Existem no mercado algumas ferramentas específicas para o desenho do seu processo, mas caso não tenha ainda uma para facilitar a sua análise, é possível também fazer o mapeamento por meio de um simples fluxograma.

Mapeando

Com muita atenção vá anotando cada passo por onde produtos, serviços, funcionários e outros recursos utilizados interagem com seu público até o momento em que a compra é finalizada.

Se você ainda não desenvolveu esse trabalho antes, poderá se impressionar com o tanto de fatores que interferem no caminho.

Depois de ter feito um mapa completo do seu processo de venda e conferir se nada está faltando, é hora de aprimorá-lo.

Melhorando

Por meio de simulações, vá incluindo alguns números no seu fluxograma. À medida que for seguindo para as próximas etapas vai conseguir enxergar gargalos que podem reduzir ou até mesmo impedir a fluidez das atividades.

Quanto maior for o gargalo, mais atenção ele merece. Para facilitar o entendimento você pode também separar tudo por etapas.

À medida que for entendendo onde estão os problemas e for fazendo os devidos ajustes, anote e faça as correções em seu fluxograma. Depois, teste tudo mais uma vez.

Fazendo essas evoluções cíclicas será possível amadurecer de forma consistente todo o processo comercial e quando achar que conseguiu atingir um bom nível de maturidade é o momento de testar o novo modelo na prática.

Disponibilidade de informações

Se no início dessa experiência você já dispunha de números suficientes para conseguir uma boa simulação, esse é um sinal de que você anda prestando atenção no seu negócio como deveria.

Caso contrário, talvez tenha sido um pouco mais difícil de enxergar os gargalos pelo caminho, mas, tudo bem, ainda dá tempo de arrumar tudo.

Em qualquer das hipóteses acima fica clara e evidente a necessidade de se ter um bom controle do que anda acontecendo no seu processo de vendas. Esses dados são cruciais para se poder gerir o negócio da maneira correta e mais rentável. Lembre-se sempre: informação é poder.

Funil de vendas

Variando de três até seis etapas distintas, dependendo da bibliografia, o funil de vendas é hoje muito conhecido e basicamente tem o objetivo de atrair o seu público e ir filtrando leads, transformando-os em prospects até torná-los clientes compradores.

Para conseguir extrair as melhores e mais estratégicas informações do funil de vendas, vai ser necessário controlar bem o fluxo de informações que corre por dentro do seu negócio.

Juntando esses dados com o seu mapeamento e melhoria (contínua) do processo de vendas, seus resultados melhorarão bastante.

Analisando os números

Contudo, o que deve ser buscado? Que tipo de conhecimento você precisa extrair para efetivamente conseguir uma evolução nas vendas?

Para responder estas perguntas seguem algumas sugestões por onde você pode começar a pesquisar:

  • quantidade de negócios perdidos;

  • número de negócios fechados;

  • ticket médio das vendas;

  • faturamento;

  • produtos mais lucrativos;

  • produtos mais vendidos;

  • negócios em cada fase do funil;

  • novos negócios;

  • quantidade de clientes fidelizados (recompras);

  • tempo médio para a realização de uma venda.

Levantando essas informações você terá muito material para refletir, mas lembre-se de que esses itens são somente algumas sugestões. Pode ser que no seu caso existam outros dados relevantes e que precisam ser avaliados também.

Seus indicadores

Ainda sobre o entendimento dos índices do seu negócio, é muito importante que você entenda a necessidade de compará-los de tempos em tempos. Assim, terá condições de avaliar a sua real trajetória.

Para isso, utilize períodos proporcionais de tempo, considere as sazonalidades às quais você está exposto e, depois de identificar os indicadores ideais, não altere a sua forma de cálculo a não ser que encontre uma metodologia melhor. Quanto mais padronizada for a sua avaliação, mais precisas serão as suas conclusões.

Agora que você já entende um pouco mais sobre como avaliar e aprimorar o seu processo comercial e está pronto para aplicar esta estratégia para varejo direto no seu negócio, compartilhe este conteúdo em suas redes sociais.

Ajude seus amigos e parceiros de negócio a conseguirem uma melhor rentabilização, fazendo ajustes internos com precisão e elevando o nível de profissionalismo do empreendimento!

Saiba por que investir em um cartão presente marca própria para o varejo

Você quer atrair e fidelizar clientes, ao mesmo tempo em que pretende oferecer crédito com pouquíssima burocracia e condições especiais de pagamento, que incluam prazos generosos e grande número de parcelas? Então, você precisa adotar um cartão presente com marca própria para o seu varejo.

A estratégia que alia marketing com condições de pagamento é a queridinha da maior parte das varejistas multinacionais, como GAP, Macy’s e Bloomingdale’s, desde pelo menos meados do século passado.

Os cartões de marca própria também já conquistaram adeptos entre as grandes marcas brasileiras do varejo, como C&A, Renner, Cobasi, Extra Hipermercados etc.

A premissa do cartão é a de garantir crédito a clientes que não poderiam comprar à vista boa parte dos itens vendidos na loja. Munido de crédito, a ideia é que o cliente volte mais vezes às compras e compre ainda mais do que havia planejado inicialmente. Quanto mais comprar, mais vantagens e prêmios ele terá.

Existem alguns tipos de cartões de marcas próprias no mercado. Destacamos abaixo os 3 tipos principais e mais utilizados no varejo:

Cartão presente

Alguma vez você foi convidado para um aniversário, casamento ou formatura e não sabia o que dar de presente? Fique tranquilo, você não foi o único a passar por essa situação. Muitas pessoas gostam de dar presentes, mas nem sempre é fácil saber o que comprar.

Foi pensando nessas pessoas que o comércio criou um tipo específico de cartão de marca própria: é o cartão presente. Esse cartão nada mais é do que uma espécie de crédito ao portador.

Funciona assim: em vez do cliente comprar um presente para alguém, ele vai até a loja e adquire alguns créditos, digamos, R$ 50. Esses créditos ficam registrados no cartão. Em seguida, o cliente presenteia seu amigo com o próprio cartão presente.

Depois, é só a pessoa presenteada ir até a loja e escolher qualquer mercadoria dentro do valor registrado. Simples, não é mesmo?

O cartão presente de marca própria permite que os créditos sejam utilizados apenas na troca de produtos e serviços do mesmo estabelecimento que emitiu o cartão. Dessa forma, não se corre o risco de ver o dinheiro sendo utilizado em outros locais.

Em geral, os cartões são simples. Muitas vezes de plástico com uma faixa magnética ou série de números para registrar o valor. Com as lojas online em crescimento, o cartão presente virtual também está ganhando espaço.

Pode ser enviado por e-mail, SMS ou para aplicativos mobile. É uma opção extremamente prática e que agrada principalmente às gerações mais novas de consumidores.

Cartão fidelidade

Como o próprio nome diz, cartão fidelidade tem como principal objetivo o de fidelizar o cliente, de fazê-lo voltar com frequência e realizar mais compras na loja. É uma opção que ficou famosa com a adesão das companhias aéreas, mas também é largamente utilizada pelo varejo.

Para fidelizar o cliente, o estabelecimento comercial cria uma espécie de prêmio. Quanto mais o cliente consumir, mais pontos acumula no cartão. Depois de atingir uma pontuação mínima (determinada pelo próprio comerciante), o consumidor poderá trocá-la por algum produto ou serviço da loja.

Vamos ilustrar com o caso de um supermercado. Sempre que passar as compras no caixa, o consumidor ganha pontos que são registrados no cartão. Quando atinge, por exemplo, 500 pontos, o cliente poderá trocá-los por algum produto da loja, como ferro de passar ou um teclado de computador.

Isso é uma grande vantagem para o cliente. Perceba que ele adquiriu um novo produto sem precisar pagar um centavo por isso. Tudo o que precisou para acumular pontos foi fazer compras com frequência no mesmo estabelecimento. Na prática, o cliente foi fidelizado pelo supermercado.

O cartão fidelidade, portanto, é uma excelente opção para quem busca aumentar a recorrência dos clientes.

Cartão de crédito

O cartão de crédito de marca própria no varejo se parece muito com o cartão de crédito usado no dia a dia. A ideia é oferecer ao consumidor opções de pagamentos flexíveis, vantajosas e com condições que caibam no orçamento do cliente.

Para o cliente, o cartão de crédito pode ser uma excelente alternativa. O consumidor terá acesso a crédito sem burocracia e de maneira mais ágil do que nos bancos. Além disso, os estabelecimentos oferecem preços e promoções especiais para quem efetua o pagamento com o cartão da loja.

Junto com o cartão, vêm muitos outros benefícios para o cliente. Entre eles, destaque para acesso a serviços diferenciados, como seguros e programas de capitalizações, além de uma pontuação maior do que a praticada quando o cliente usa apenas o cartão fidelidade.

Para o lojista, conceder todos esses benefícios por meio do cartão dá mais segurança financeira e, ainda, incentiva que o consumidor faça compras com mais frequência. Outra grande vantagem é no custo para manter o cartão.

O lojista tem taxas menores com o cartão próprio se comparadas às taxas dos cartões tradicionais, aplicadas pelo mercado. Isso significa aumento imediato da margem do comerciante.

Quem pode ter um cartão marca própria?

A decisão sobre ter um cartão com marca própria e qual tipo se encaixa melhor aos interesses da empresa dependerão da análise e das expectativas do varejista. Qualquer empresa, de qualquer porte, pode ter um cartão próprio, com segurança e praticidade.

Se você acredita que chegou a hora de adotar essa estratégia para a sua empresa, destacamos abaixo as principais vantagens de adotar o cartão de marca própria.

Conquiste novos clientes

Por serem mais restritos, circulando apenas em uma pequena parcela do mercado varejista, os cartões de crédito de marca própria exigem menos garantias de seus titulares do que cartões de crédito tradicionais de bancos ou instituições financeiras.

Dessa maneira, pessoas que não estavam incluídas no mercado do crédito por não cumprirem critérios, como comprovação de renda mensal mínima, passam a compor a clientela de seu varejo. E, como esse grupo populacional possui menos opções para compra do que o público em geral, o cartão de crédito os tornará clientes fiéis.

Um case de sucesso que ilustra bem essa estratégia é o do Magazine Luiza, que foi capaz de tornar brasileiros de classe D e E em grandes e fiéis compradores por meio da política de créditos do cartão.

Além de atrair um público que antes estava praticamente excluído, os cartões com muitos benefícios embutidos também ajudam a atrair clientes que só compravam em outros estabelecimentos.

Oferecer prazos mais vantajosos e preços especiais para quem usa cartão é um excelente atrativo para trazer novos consumidores. Enquanto os concorrentes utilizam métodos tradicionais para vender, seja diferente: inove, saia na frente e ofereça uma opção extra para os clientes. Consumidores adoram novidades, principalmente quando os beneficiam.

Faça os clientes voltarem

As condições exclusivas de pagamento e de prazo oferecidas por meio do cartão de crédito de marca própria funcionam como um grande atrativo para clientes que, de outra maneira, optariam por não fazer gastos em dados momentos ou em lojas em que eles não gozam de tais vantagens. Graças ao crédito, eles sentem a segurança de que serão capazes de pagar as dívidas.

Por sentirem-se amparados com todos os benefícios oferecidos pelo cartão de crédito, a tendência é que o consumidor aumente a frequência na loja. Afinal, tem certeza de que lá poderá realizar as compras que precisa.

Lógica parecida funciona para o cartão fidelidade, que gera estímulos para que o cliente prefira a sua loja em detrimento de concorrentes que vendam produtos semelhantes, mas que não ofereçam prêmios e vantagens de acordo com o volume de compras e gastos.

Porém, é importante que o lojista tenha a consciência de que é preciso evidenciar os benefícios do cartão. Muitos consumidores não percebem valor no serviço, pois acreditam que os pontos não se convertem em trocas por produtos de qualidade.

Outra opção de uso para o cartão fidelidade é conceder descontos importantes. Quem tem o cartão fidelidade, paga menos pelos produtos. Essa estratégia é muito utilizada por grandes varejistas do setor de farmácia, por exemplo. Ao identificar uma redução imediata no preço, o cliente entende rapidamente o valor de ter o cartão e de se manter fiel à loja.

Já o cartão presente faz com que o próprio cliente traga mais um potencial comprador para a loja. É comum que a pessoa que recebeu um cartão presente da sua loja não se satisfaça apenas com o valor do cartão e acabe gastando mais. Além disso, o presente, em muitos casos, atrai algum consumidor que ainda não conhecia a loja.

Aumente o ticket médio de compra

Ticket médio de compra é o quanto será gasto, em média, por um cliente na loja — uma empresa varejista de sucesso precisa conseguir aumentar constantemente seu ticket médio.

Uma das melhores maneiras de conseguir isso é por meio de um cartão de crédito de marca própria. Se o cliente sente-se confortável com as condições de pagamento, ele tenderá a aumentar o volume de dinheiro gasto na loja. Por conta disso, cartões de marca própria são bons promotores de compras por impulso.

O cartão presente também tem papel importante no aumento do ticket médio, como citado anteriormente. Quem ganha um cartão pré-pago de presente, na maioria dos casos, acaba consumindo mais do que o valor creditado no cartão. Para entender melhor essa questão, vamos lançar mão de um exemplo.

Uma pessoa ganhou de presente do amigo um cartão de R$ 40. Quando foi à loja percebeu que a camiseta que gostou está por R$ 50. Então, ele utiliza todo o crédito do presente e paga mais R$ 10 para ter a camiseta. Além de conquistar mais um cliente, o varejista aumentou o ticket.

Outra vantagem do cartão presente é que em cerca de 10% dos casos os cartões ficam com um valor residual, ou seja, o portador não gasta todo o crédito. Na verdade, efetua uma compra com valor menor do que o creditado. Esse dinheiro, após o vencimento do prazo de uso do cartão, entra como margem para o varejista.

Fortaleça sua marca com o cartão marca própria

Oferecer um cartão de marca própria vai muito além de aumentar as vendas ou a frequência do cliente na sua loja. O cartão ajuda a elevar a percepção que o consumidor tem da própria marca, da empresa na qual é cliente.

Por isso, um cartão de marca própria se tornou uma maneira eficiente de fazer o nome da sua empresa circular pelo mercado, entre a população e de se tornar conhecido por um número cada vez maior de pessoas.

Um cartão de crédito com boas condições de pagamento, vantagens e prêmios de acordo com o volume de compras são capazes de gerar um marketing positivo espontâneo nos círculos sociais dos clientes. Clientes satisfeitos tornam-se “embaixadores” da marca e vão contar para amigos e familiares dos benefícios de usar o cartão.

Algo parecido ocorre com o cartão presente. Esse cartão funciona também como uma peça de divulgação. Afinal, um consumidor da sua loja pode presentear um amigo que nunca foi até o estabelecimento ou nem sequer conhecia a sua loja. Então, você terá uma grande chance de conquistar mais um cliente.

Quando for trocar o cartão pelo produto, será uma bela oportunidade de mostrar a ele todos os benefícios do seu estabelecimento. Se tudo der certo, ele voltará outras vezes.

Conheça seus clientes

Ao longo do tempo, conforme o comprador use reiteradas vezes o cartão da sua loja, o padrão de gastos de cada cliente ficará evidente para você. Que tipo de produtos ele prefere? Quanto pode gastar por mês? Quais os gostos e necessidades dessa pessoa? Esse banco de dados é extremamente valioso e compõe o que o mercado tem chamado de Big Data.

A partir dessa enxurrada de informações privilegiadas, você será capaz de determinar o perfil de sua clientela e até mesmo de personalizar algumas das suas ações de marketing — como enviar e-mails com ofertas e promoções específicas que terão grande probabilidade de se converterem em vendas — para ir ao encontro dos interesses e necessidades do seu público.

Hoje, a venda direcionada é, junto com o apelo do marketing nas redes sociais ou as vendas multicanais, uma das estratégias mais vencedoras e modernas dos grandes varejistas mundiais. A novidade está chegando com força ao Brasil e a sua empresa deve aproveitar para investir nessa tendência.

Enfrente a crise econômica

Com a crise econômica que se instalou no Brasil, o acesso ao crédito tornou-se mais restritivo e muitas famílias reduziram o poder de consumo.

Quando um varejista oferece o cartão de marca própria, dá aos clientes uma grande oportunidade de continuar consumindo. Esse crédito mantém as vendas do varejo em bons patamares e evita quedas na receita.

Porém, é importante que o varejista também seja mais cuidadoso na liberação do crédito. Em tempos de crise, a inadimplência tende a crescer provocada pelo desemprego em massa. Para evitar esse cenário, não deixe de dar crédito, apenas aumente a cautela e monitore com atenção as métricas de inadimplência.

O crédito próprio ajudou muitos varejistas a manter os níveis de vendas em plena crise econômica.

Tenha um cartão próprio, mesmo se você for um pequeno varejista

Os cartões de marcas próprias chegaram por meio dos grandes varejistas, mas não se restringem apenas a esse mercado. Com a evolução da tecnologia e o surgimento de vários serviços, os cartões passaram a ficar ao alcance também dos pequenos e médios comerciantes.

Isso vale para qualquer uma das três opções: cartão presente, fidelidade e crédito. O mercado oferece várias alternativas para atender os mais variados públicos. Pesquise bem e veja qual se encaixa melhor no seu perfil e na sua demanda.

Lembre-se de que você poderá vivenciar no seu pequeno negócio todas as vantagens que os grandes varejistas têm nos cartões. Entre elas, fidelizar os clientes, oferecer opções diferenciadas de pagamento e atrair consumidores de baixa renda.

Ganhe com cartões temáticos

Uma dinâmica bastante útil para varejistas é mudar o visual dos cartões de tempos em tempos. O objetivo nesse caso é potencializar a sazonalidade ou atender o cliente em alguma necessidade específica.

Você pode, por exemplo, criar um cartão pré-pago como um Vale DVD. Nada mais é do que um cartão presente com uma cara diferenciada para atingir o público que consome muitos filmes e músicas.

Além disso, podem ser criados vale fralda, vale vinho, vale chocolate e muitos outros. Customizar a aparência e o foco dos cartões atrai clientes e aumenta o consumo.

Em relação aos cartões de crédito próprio, também é possível mudar a aparência para conquistar consumidores. Cartões temáticos podem ser ligados a alguma causa, loja ou instituição. Digamos, por exemplo, que as compras feitas por um determinado cartão ajudam a manter uma organização não governamental (ONG).

É bom para a ONG, é bom para o consumidor, é bom para você. Então, pense bastante nas opções que o seu varejo tem de criar cartões personalizados. Isso gera reconhecimento e engajamento com a marca.

Venda para consumidores do Google e Netflix

Alguns serviços de conteúdo, como Google Play e Netflix, criaram uma alternativa para alcançar brasileiros que sonhavam em acessar essas tecnologias, mas não conseguiam por não terem cartão de crédito nem de débito.

Visando atingir o público desbancarizado (sem acesso aos serviços bancários), as empresas passaram a oferecer cartões pré-pagos. A estratégia é muito simples: em vez de usar cartão de crédito para acessar os serviços, o consumidor vai a uma loja e compra um cartão pré-pago. O pagamento pode ser realizado em dinheiro ou cheque.

Com o cartão em mãos, o usuário acessa a Google Play e fica livre para baixar algum aplicativo dentro do valor adquirido — o mesmo vale para a Netflix. Em vez de pagar a mensalidade, o usuário adquire créditos e assiste ao conteúdo por tempo determinado.

A boa notícia é que Google e Netflix vendem esses cartões por meio de varejistas. Então, essa é uma excelente chance de atrair um público novo para o seu estabelecimento. Ao oferecer os cartões, você tem novos produtos à disposição dos clientes e melhora a experiência de compra.

Atraia consumidores de parceiros comerciais

Quem disponibiliza um cartão fidelidade para um cliente atrai consumidores de outras empresas. Como isso é possível? Simples! Em geral, os varejistas não criam seu próprio programa de fidelidade. O mais comum é participarem de sistemas maiores, mais robustos e que abrigam muitas outras empresas.

Dessa forma, quando um cliente faz uma compra na empresa X, estará acumulando pontos que também valem para a empresa Y. É uma excelente estratégia e que pode ser boa para o seu negócio.

Imagine um consumidor da sua loja que adora viajar e que sempre busca as melhores promoções de passagens. Se ele souber que os pontos que acumula ao comprar na sua loja podem ajudá-lo a conseguir um ticket aéreo a um preço menor, com certeza vai ficar feliz.

Em vez de fazer as compras em uma loja que não oferece um cartão fidelidade, vai preferir gastar no seu estabelecimento.

Por isso, é muito importante definir bem qual é o programa de fidelidade que você irá escolher. Caso decida-se por um plano com vários parceiros, lembre-se de deixar isso bem claro ao cliente.

Faça o cliente compreender que, ao consumir na sua loja, ele ganhará pontos que poderão ser utilizados para muitos outros fins, de acordo com a vontade dele. É mais valor agregado ao cliente, e ele precisa saber disso.

Melhore a experiência de compra

Oferecer diferentes alternativas de cartões para o seu público é uma excelente maneira de melhorar a experiência dos consumidores na jornada de compra. Os cartões criam novas formas de pagamento, novas interações com a loja e dão acesso a produtos que antes o público não tinha.

Essa experiência positiva reforça a marca junto ao consumidor, gera mais engajamento e aumenta o nível de satisfação. Com clientes satisfeitos, a loja vende mais e melhor.

Acredita que o cartão de marca própria é o caminho para o seu varejo? Saiba que a implementação do sistema é simples e bastante tecnológica. Então, não perca tempo para adotar a ferramenta!

Agora que você já aprendeu por que investir em um cartão marca própria, quer modernizar ainda mais os seus negócios e não sabe como? Que tal aprender um pouco mais sobre vendas em dispositivos móveis, como celulares? Assine agora a nossa newsletter e fique por dentro de dicas e novidades!

 

5 dicas para otimizar a Prevenção de Perdas!

“Perda”: nenhum gestor de negócios gosta de ouvir essa palavra — até mesmo prejuízo soa melhor. Afinal, estamos falando simplesmente de um “sumiço” contábil, cujo impacto é sentido diretamente no lucro do negócio.

Para deixar de ouvi-la, no entanto, é preciso se planejar desde cedo, principalmente quando estamos falando do varejo, segmento de mercado em que as perdas são mais comuns. A precaução, nesse caso, definitivamente é o melhor remédio.

É por isso que, a partir da década de 90, o termo “Prevenção de Perdas” começou a se popularizar entre a maioria dos varejistas. Hoje, sabemos que boas práticas existentes no mercado podem dar conta do problema.

Com uma concorrência cada vez maior, o sistema de automação comercial aponta para um caminho de maior organização no gerenciamento do seu varejo, como também pode garantir a sua estabilidade dentro de um mercado turbulento.

Os benefícios de a tecnologia dos softwares ou Enterprise Resource Planning — ERPs vão muito além das facilidades ao realizar atividades no dia a dia do seu comércio. Esses recursos proporcionam uma maior interação com os consumidores, que estão sempre em busca de produtos ou serviços de qualidade.

É por isso que, neste post, pretendemos passar 5 dicas de ouro para você otimizar a Prevenção de Perdas do seu negócio. Confira logo a seguir!

1. Foco no recebimento de mercadorias

Você sabia que um dos momentos em que mais existem perdas é no próprio recebimento de mercadorias? Em primeiro lugar, é muito comum as falhas de comunicação e conciliação, como é o caso de um colaborador que recebe a mercadoria e não confere a nota fiscal para verificar valores e quantidades.

Além disso, a presença de outras pessoas na loja — os entregadores, no caso — pode originar em quebras por descuido ou, até mesmo, furto.

O ideal é que exista um profissional treinado para o recebimento de cargas, comprometido com a prestação de contas e os devidos registros. Muitas vezes é necessário realizar a conferência de mercadorias em local separado do armazenamento, de modo que apenas o pessoal da sua empresa tenha acesso aos estoques — eles mesmos devem movimentar a mercadoria para o armazém.

A palavra-chave para evitar problemas com as mercadorias em estoque é controle. Registre atentamente todas as informações referentes não somente à entrada de produtos, assim como os que saíram ou foram devolvidos.

2. Verifique a questão da segurança

Outro ponto importante é a segurança, e não estamos falando apenas dos produtos em si. No Brasil, infelizmente, os casos de roubos e furtos são muito comuns. Até mesmo clientes mal intencionados podem entrar no espaço e levar algum item, se não houver algum sistema de prevenção. Além disso, é claro, existem bairros mais perigosos do que outros.

Antes de abrir a loja, algumas decisões já podem fazer a diferença, e uma delas é uma pesquisa de incidência de furtos e roubos no bairro onde o negócio será instalado — por isso, é importante verificar se existem delegacias próximas, por exemplo.

É possível se precaver com Circuitos Fechados de Televisão, seguranças particulares (se for uma grande loja, por exemplo) e até sistemas antifurto mais elaborados.

3. Invista em treinamento e capacitação

Grande parte das perdas ainda são cometidas pelos próprios colaboradores da empresa. Além dos descuidos, como a danificação de algum produto durante a armazenagem, temos também a questão da negligência na prestação de contas ou na imperícia durante a utilização de algum software de gestão. Por conta disso, é fundamental investir em treinamentos.

O foco dos treinamentos deve ser voltado não só para as questões operacionais, como as rotinas, processos e o uso das ferramentas de controle, como também da própria cultura organizacional — eles precisam entender a importância da contagem de cada item.

4. Aposte na automação para prevenção de perdas

É fundamental que o gestor saiba que a automação é a chave para o sucesso do negócio, que pode contribuir bastante para a Prevenção de Perdas. Isso porque os erros humanos são muito mais comuns do que se imagina, mesmo com processos bem definidos e detalhados.

Se você quer fazer um controle de inventário efetivo, por exemplo, essa é uma solução indispensável.

A inovação da automação comercial no Brasil vem crescendo significativamente desde a década de 1990, mas ainda nos dias atuais existem muitos lojistas na dúvida se realmente vale a pena investir nessas tecnologias e qual a melhor forma de empregar essas ferramentas.

O setor varejista é dinâmico e exige que o comerciante acompanhe as tendências do mercado, bem como satisfaça uma clientela exigente. Nesse sentido, a automação lhe confere agilidade nos processos, maior conforto e segurança na gestão de seus produtos e a racionalização de custos.

O grande benefício dos softwares de gestão é que eles permitem a integração e o controle de toda a empresa. Sua função consiste em unir a automatização de processos manuais com a informática.

Assim, um item registrado durante o recebimento da mercadoria pode ser facilmente baixado por um vendedor, por exemplo, permitindo que essa informação seja disseminada em tempo real para todos os colaboradores.

Dessa forma, você tem um controle de estoques muito mais efetivo, com acesso imediato de informações essenciais para tomada de decisões no momento de investir seu capital, e um atendimento rápido aos clientes.

5. Impulsione suas vendas com o cartão de marca própria

O uso do cartão de marca própria vem crescendo desde 2012, diante das restrições na concessão de crédito e os altos juros dos cartões convencionais. O diferencial desse sistema é que as regras são estabelecidas pelo empresário, e pode ser feito de duas formas: o private label, em que o varejista administra o serviço, ou o co-branded, quando há parceria com alguma instituição financeira.

Entre as vantagens apontadas pelos clientes estão a aprovação imediata no crédito, maior prazo para pagamento, a possibilidade de escolher o valor das parcelas e uma menor taxa de juros em caso de inadimplência.

Quando esse instrumento começou a ser adotado pelos comerciantes, era uma forma de oferecer crédito para as classes mais baixas. Contudo, hoje eles representam um excelente meio de enfrentar a competitividade do mercado, proporcionando a fidelização dos clientes e, consequentemente um aumento nas vendas.

Nesse contexto, outra opção que tem se mostrado eficiente para ampliar a oferta de produtos e serviços são as opções de produtos pré-pagos, como: cartões de presente, recargas para celular, cupons promocionais; eles surgem como novas tendências para aumentar a visibilidade da sua marca e a rentabilidade do seu negócio.

Evitar perdas é uma das metas elementares para quem deseja sobreviver em um mercado de competitividade acirrada. Para tanto, a tecnologia de softwares tem se mostrado uma forte aliada no meio empreendedor, sobretudo no auxílio a prevenção de perdas do varejo.

A adoção dessas estratégias são as responsáveis por garantir o domínio de toda a empresa de maneira integrada e um fluxo de vendas satisfatório, ainda que em tempos de crise.

Gostou das nossas dicas de prevenção de perdas e está pensando em implementá-la ao seu empreendimento? Assine a nossa newsletter e fique por dentro das novidades e informações sobre varejo!